quarta, 09 de maio de 2018

Martina Bozza - Nossa Embaixatriz

Martina Bozza, representando a Brasdiesel Scania, SAMAR e CFC Santa Lúcia disputará o título de Soberana da Festa da Uva 2019. O concurso acontecerá dia 19 de Maio, às 20:00 h nos Pavilhões da Festa da Uva em Caxias do Sul/RS.

Conheça um pouco mais sobre a história da festa da Uva.

A história da uva na Serra Gaúcha começa em 1875, ano em que chegaram as primeiras levas de famílias imigrantes, vindas das províncias do Norte da Itália. As mudas de videiras trazidas pelos italianos logo começaram a cobrir os vales e encostas da região. Em poucas décadas a viticultura tornou-se a principal atividade econômica.

No ano de 1920, eram cultivados na Região dos Vinhedos mais de 11 mil hectares de videiras, área que passou para 25 mil hectares em 1950 e chegou a quase 50 mil hectares na década de 70.

Com o grande desenvolvimento do setor vinícola, surgiu a idéia de se realizar em Caxias do Sul uma exposição de uvas, de caráter festivo. E no dia 7 de março de 1931 se realizava a primeira Festa da Uva, com duração de apenas um dia, no centro da cidade. No ano seguinte, a festa foi ampliada, com a montagem de pavilhões de exposições na praça Dante Alighieri (centro da cidade).

Também em 1932, foi organizado o primeiro desfile de carros alegóricos da Festa da Uva. As alegorias desfilavam pelas ruas centrais da cidade, puxadas por carros de bois. Na terceira edição, em 1933, foi instituído o concurso da escolha da rainha da Festa da Uva. Através de um pleito de cunho popular, foi escolhida a primeira rainha da festa: Adélia Eberle, com 5.934 votos, ficando outros 5.500 votos do concurso divididos entre as demais candidatas.

A história que é contada aos visitantes da Festa da Uva é inspirada na saga dos imigrantes que chegaram em 1875, oriundos das regiões italianas de Lombardia, Vêneto e Tirol.

Fugiram da miséria que assolava a Itália após a unificação. Vinham atraídos pelo discurso dos recrutadores e pelo sonho de serem proprietários de terra no Novo Mundo. Receberam 8 mil quilômetros quadrados de terra na Encosta Superior do Nordeste do Rio Grande do Sul. Terras devolutas, inaproveitáveis para a produção agrícola, que precisavam ser povoadas.

A vinda deles e os recursos para adquirirem os lotes, ferramentas e sementes foram financiados pelo governo brasileiro, que estipulou um prazo entre cinco e dez anos para pagamento da dívida. Os colonos recebiam título provisório da terra quando quitavam 20%. Dívida paga, o título era entregue em definitivo.

Aos poucos, os descendentes dos imigrantes viram as dificuldades da nova pátria sendo superadas, tornando-se verdadeiramente a terra da "fartura". A cultura trazida pelos imigrantes italianos, transmitida pelas gerações, foi propagada por todo o Estado, ultrapassando as fronteiras gaúchas.

FONTE:http://www.paginadogaucho.com.br/fest/fu.htm